domingo, 23 de novembro de 2008

Pensamento n. 250


Pensamento da Semana - N°. 250
Estimados Amigos,

A criança erra por desconhecer, o adulto por ignorar. As crianças embarcam na jornada da vida amplamente desprovida de conhecimentos, assim como totalmente dependente dos pais, ou protetores, para todas as necessidades do quotidiano.

Com o passar do tempo, tanto por meio de ensinamentos, quanto por observações ou aventuras com indesejáveis resultados, o bebê começa a adquirir discernimento sobre vários fenômenos e situações da vida, ou seja, se ninguém comentar a uma criança que o fogo queima, a mesma, por curiosidade, colocará sua mão na chama e, quando assim o fizer, queimar-se-á e, conseqüentemente, sentirá uma desagradável dor. Então, em tal momento, a criança terá aprendido que o fogo causa dor e, portanto, no futuro ela evitará tocar em qualquer coisa que se assemelhe com uma chama.

No entanto, com o passar do tempo, por várias razões, as pessoas, principalmente depois da adolescência e amplamente na fase adulta, parecem desenvolver algum mecanismo que bloqueia o conhecimento adquirido de experiências passadas ou a factível realidade que acontece com outrem e, como conseqüência, apesar de ter vivido ou observado certos padrões desagradáveis ou com nefastos resultados em suas vidas, tais pessoas tendem a cometer o mesmo erro novamente.

Ademais, principalmente no campo relacional, todas as pessoas sabem que sentimentos como posse sobre o cônjuge, ciúmes, infidelidade, inveja, limitação das capacidades de outrem, inter alia, são disposições que apenas geram sensações indecorosas, dolorosas e infaustas tanto para o ator quanto para o receptor de tais interações.

Mesmo assim, por rudeza, inocência ou fraqueza, apesar de poder prever os resultados daquelas ações, muitas pessoas embarcam na repetição de antigas práticas e, como resultado, perpetuam uma reprodução cíclica cujo principal resultado é bloqueador do processo de amadurecimento e refinamento do indivíduo, ou seja, se a pessoa ignora certas realidades, ela abdica da possibilidade de aprender com o fato acontecido e, conseqüentemente, tende a permanecer no mesmo "nível" de maturidade independentemente do inevitável envelhecimento brindado pelo tempo.

No entanto, a venerabilidade da existência reside no fato de que todo e qualquer indivíduo é provido de um corpo, uma mente e uma gama de sentidos que o auxiliam a perceber e entender seus pensamentos e ações, assim como as interações ao seu redor, para que, com base no desejo de melhorar-se e aprimorar-se, muitos comportamentos e atitudes sejam reconhecidos e, se forem malignos, evitados, mas se forem benignos, perpetuados. Todo o indivíduo que, esmeradamente, embarcar em tal senda, notará que seu quotidiano será sempre uma fascinante aventura de autoconhecimento, respeito próprio e amor-próprio.

Desta maneira, desejo-vos uma semana repleta de reconhecimento de indesejáveis situações passadas, confiança para evitar suas repetições e amor para ter força de aprimorar-se como ser humano.

Abraços e carpe diem,

Tadany



Poema 279

No convívio do bem com a maldade
A vil força do mal parece gritar mais forte
Mas o silêncio do bem é inefável e repleto de suavidade
E para a nossa evolução é o mais sublime passaporte. (Tadany – 14 06 07)



Poema 229

Que sedutora companhia é a vida
Pois nos acompanha durante toda nossa caminhada
Então, devemos tratá-la como a pérola mais querida
Que enfeita, deleita e fascina a nossa terrena morada. (Tadany – 21 10 05)



Poema 97

Que todo o homem seja dotado
Assim como as crianças na infância
De um poder mais que inusitado
Que, comumente, chamamos de perseverança. (Tadany – 24 02 05)

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